Uma publicação da Editora Brasil Energia

Financiamento para eólicas

A base de financiamento do setor eólico no Brasil é, em primeiro lugar, via bancos de fomento – BNB e BNDES -, nessa ordem de prioridade, por oferecem as melhores condições e prazos para os investidores.

De forma complementar, mas com perspectivas cada vez melhores a ponto de começarem a se tornar viáveis para financiar 100% dos projetos, figuram as debêntures de infraestrutura, na medida em que as taxas de juros do mercado se mantêm baixas e as empresas investidoras começam a entender melhor as vantagens contratuais das operações via mercado de capitais.

Emissões de debêntures de infraestrutura têm sido estruturadas para complementar a baixa alavancagem do BNB, entrando normalmente para financiar entre 20% e 30% do total do projeto, o que faz a parte financiada ir para 70% ou 80%.

Ainda pela via do mercado de capitais, começa a ser estruturada uma outra forma de financiar projetos: os Fundos de Investimento em Participações em Infraestrutura, os FIP-IEs.

Os principais bancos privados que atuam em project finance – Itaú BBA, Santander, Credit Suisse e BTG Pactual – estruturam e coordenam oferta de valor mobiliário de cotas desses fundos públicos, listados em bolsa e, portanto, disponível para o mercado secundário, com maior liquidez do que as debêntures.