Uma publicação da Editora Brasil Energia

Sustentabilidade

A fonte eólica está entre as fontes que melhor se encaixam nos objetivos do desenvolvimento sustentável – preservar o planeta e atender as necessidades humanas, explorando recursos sem esgotá-los – pois além de renovável, não produz resíduos ou gases tóxicos e possui baixíssimo impacto ambiental, que pode ser minimizado com tecnologia e engenharia.

O grande balizador da busca da sustentabilidade na geração de energia é o Acordo de Paris, que com as metas estabelecidas de descarbonização e mitigação do clima vem estimulando o desenvolvimento de parques eólicos cada vez mais eficientes e com maior capacidade de aproveitamento dos ventos. De acordo com o relatório da agência Irena intitulado “Global Energy Transformation: A Roadmap to 2050”, as energias renováveis precisam crescer pelo menos seis vezes mais rápido para que o mundo atinja as metas do Acordo de Paris e ainda prevê que a participação das energias renováveis no setor elétrico aumentará de 25% em 2017 para 85% até 2050, principalmente através do crescimento da geração de energia solar e eólica.

O cumprimento das metas do acordo tem influenciado também o comércio de Certificados de Energia Renováveis (CER), no Brasil e no mundo. Cada CER equivale a 1 MWh de energia gerada e injetada no sistema elétrico pelo empreendimento num determinado período de tempo. Só no Brasil o número de certificados emitidos subiu de 244 em 2014 para mais de 2,7 milhões em 2020 (até setembro), sendo que aproximadamente 3 em cada 4 certificados emitidos são de fonte eólica.

A instalação de parques eólicos também impulsiona o desenvolvimento socioeconômico regional. Além de não desalojarem os proprietários das terras onde são instalados, ainda os remuneram, promovem a regularização fundiária e ainda atraem investimentos na infraestrutura local, através da melhoria de vias e de acessos no entorno dos parques – para o transporte dos equipamentos – e construção de linhas de transmissão e subestação.