Uma publicação da Editora Brasil Energia

Cadeia Produtiva

A cadeia produtiva do setor eólico no Brasil, a exemplo da de outros países, vem se desenvolvendo na medida do aumento da capacidade instalada da fonte eólica. Com cerca de 17 GW em operação, o país conta com uma cadeia estruturada, que reúne tanto investidores em parques quanto fornecedores de produtos e serviços, desde os grandes equipamentos do topo da cadeia até subcomponentes.

Os investidores eólicos estão divididos em dois grandes grupos, os estratégicos – grandes empresas de energia e produtores independentes que atuam no Brasil no setor de geração – e os financeiros – reúnem os fundos de investimento, sejam de private equity, FIPs (fundos de investimentos em participações), fundos de pensão e de debêntures.

Na cadeia de fornecedores, há uma concentração por conta do aumento da potência dos aerogeradores, cujas turbinas já ultrapassam 4 MW. São sete fabricantes de turbinas eólicas instalados no país que, por sua vez, encomendarão menos componentes e por consequência menos subcomponentes para montar os sistemas, que por terem mais densidade energética, geram no mínimo o dobro de energia por unidade de área.

No caso dos componentes eólicos, também há concentração para atender onde há a maior demanda de parques eólicos, ou seja, no Nordeste do país. No sul e sudeste, porém, se concentram os fornecedores dos subcomponentes, as centenas de materiais e peças empregadas nas naceles, rotores (pás, cubos e sistemas de passo) e torres, componentes principais dos aerogeradores.

Conheça  as características dos empreendedores e dos fornecedores que compõem a cadeia produtiva do setor eólico no Brasil.